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Tudo por culpa do vírus sincicial respiratório (VSR). “Ele é o principal agente causador de bronquiolite”, afirma José Dirceu Ribeiro, presidente do departamento de pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e professor da Universidade Estadual de Campinas, no interior de São Paulo. Ribeiro conta que, embora a maioria das crianças, mais dia, menos dia, acabe mesmo entrando em contato com o VSR, nem todas desenvolvem a doença. “Quanto mais nova ela for, maior a suscetibilidade, já que o sistema imunológico ainda não está amadurecido o suficiente”, explica o pediatra Cid Pinheiro, do Hospital e Maternidade São Luiz, na capital paulista.
Não à toa, é nos primeiros meses de vida que o VSR entra em ação, comprometendo as trocas de oxigênio e gás carbônico e prejudicando a respiração. Após os 2 anos de idade, o vírus quase sempre se limita a causar resfriados, ou seja, não chega a penetrar na estrutura pulmonar.
Durante o inverno, resguardar as crianças não significa confiná-las. Aliás, isso só favorece a “estação da bronquiolite”, que é como o pediatra Gilberto Petty, professor do setor de pneumologia da Universidade Federal de São Paulo, se refere à alta incidência de casos nesta época do ano. “É importante ventilar os ambientes”, indica. Outra medida prosaica, mas que afasta pra valer a doença, é caprichar na limpeza das mãos, principalmente depois de chegar da rua. “Quem tem bebê deve abusar de água e sabão e completar a higiene com álcool a 70º”, recomenda José Dirceu Ribeiro, da Unicamp.
Fôlego curto: respiração ofegante denuncia o déficit de oxigenação.
Clavícula: em geral, a região acima desse osso, localizado entre o fim do pescoço e o peito, afunda quando a respiração está comprometida.
Costelas: os pulmões podem ficar inflados por causa de uma falha nas trocas gasosas. O tórax ganha o aspecto de sanfona.
Nariz: os médicos costumam dizer que ele “bate as asas”, ou seja, as narinas se abrem e se fecham conforme a criança respira.
A prevenção do problema também pode ser feita com anticorpos produzidos em laboratório. “Mas isso apenas em casos especiais, como bebês com insuficiência cardíaca ou respiratória e portadores de doenças que levam a uma baixa no sistema imunológico”, diz Sandra. E a vacina? “Só daqui a uns dez anos”, estima José Dirceu Ribeiro, presidente do departamento de pneumologia da Sociedade Brasileira de Pediatria e professor da Universidade Estadual de Campinas. Pesquisadores de diversos países trabalham duro nesse projeto, mas, a julgar pelos obstáculos que têm encontrado pela frente, parece que o VSR está dando um baile.
Se o seu filho acabou contaminado, sossegue. “Boa parte dos casos se resolve em casa”, garante o pediatra Cid Pinheiro, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Em geral, inalações com soro fisiológico ajudam a desprender o muco e liberam o fluxo de ar. Além disso, água e leite materno afastam a desidratação — sim, ela se manifesta no inverno e piora bastante o quadro. Nos episódios graves, doses de oxigênio — leia-se internação hospitalar — podem trazer alívio e rápida recuperação.
Fonte: www.bebe.com.br










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