Domingo, tempinho gostoso por aqui, vamos aproveitar para ficar em casa. :D

Durante toda a semana tenho refletido sobre a chegada do novo bebê. Tenho pensando principalmente na reação do meu João Miguel, quanto ao nascimento do irmãozinho. Nesse final de semana ele me disse que iria adorar se pudesse voltar a ser um bebê. Acredito que esse tipo de comentário tenha ligação com a chegada do irmão. Apesar de continuar carinhoso, sinto que ele tem pensado nisso. Não fico fazendo perguntas, mas no fundo me preocupo. Esperar o segundo filho não me fez mais preparada ou menos ansiosa, ao contrário, acho inclusive, que tenho mais dúvidas do que antes. A situação é outra, e o tempo não é o mesmo. Esperando o primeiro, segundo ou terceiro filho sempre vão existir situações que são imprevisíveis e inevitáveis. Todos os dias aprendemos a importância de conviver com as diferenças.  Não acredito que exista uma maneira de prepará-lo. Só saberei que atitude tomar e se será necessário, depois do nascimento do irmão. Mas seja lá qual for a reação, espero ter bom senso para lidar com a situação.

Estou lendo a respeito. Deixo o  texto abaixo, retirado do site Guia do Bebê, para apreciação de todos.

Ciúmes do irmãozinho

A chegada de mais um membro na família pode deixar o irmãozinho mais velho inseguro, aguçando o ciúme. Antes, o mundo era só da criança maior, agora terá que ser dividido com um “novo intruso”, principalmente em relação à atenção dos pais.

A sensação de estar excluído é comum e esse sentimento pode causar uma contradição dentro da criança, que associa a chegada do bebê com a perda do posto de “rei da casa” e ao mesmo tempo deseja ser sua amiga.

A demonstração do ciúme pode variar de criança para criança. Algumas ficam desobedientes com choros e birras, outras se tornam agressivas com os pais ou com o irmãozinho mais novo. Tem também aqueles que regridem no comportamento, voltando a usar chupeta ou mamadeira e não controlando mais o xixi e cocô. Para completar a histeria, alguns “abandonados” voltam a falar infantilmente.

Essas são condutas que têm o único objetivo de chamar a atenção dos pais, tios e avós. É importante que os pais tenham paciência, pois o ciúme é uma reação emocional normal e tem que ser resolvido com muito diálogo e compreensão.

Mas o ciúme não é tão ruim como se pensa. A chegada do irmãozinho criará limites para o mais velho que aprenderá a viver em sociedade e desenvolverá de forma positiva seu relacionamento afetivo e social.

Para que o ciúme não se torne um sofrimento para a criança mais velha, a vinda do irmãozinho tem que ser esclarecida desde o começo da gravidez, dizendo que um nenê vai chegar e precisa de um espaço para dormir como ele, de roupas para não sentir frio, se alimentar no peito da mamãe como ele também fez e vai chorar muito, só podendo brincar depois que crescer, mas que poderá ajudar nos cuidados com o irmãozinho.

Alterações na rotina da criança maior, como ir para a escolinha ou mudança de quarto ou de quem cuidará dela, deverão ser feitas bem antes do nascimento ou depois da adaptação com o bebê. Assim as perdas não serão associadas com a chegada do irmãozinho.

Ao nascimento, não se descuide daquele que, até o momento, ocupava todos os espaços. Eleve a auto-estima da criança, potencialize suas qualidades e as vantagens de ser o mais velho. Atribuir-lhe responsabilidades sobre o irmão também ajuda na integração, já que se sente útil.

Assim que se sentir segura do amor dos pais, valorizada e integrada no novo ambiente familiar, o ciúme diminuirá e a aceitação do irmãozinho será natural. Os pais têm que demonstrar interesse pelas atitudes dos filhos. O diálogo é a melhor maneira de fazer a criança manifestar e entender as suas emoções, sentindo-se amada e respeitada tanto pelos pais quanto pelo irmãozinho.

Fonte: Guia do Bebê

http://guiadobebe.uol.com.br/bb5a6/ciumes_do_irmao.htm

Beijos!